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Jan 09

Chove torrencialmente em Lisboa. O vento está ameaçador. Demorei uma hora a fazer o percurso Avenida da Igreja-Conde Redondo, facto assinalável (de tão irreal que parece). Lisboa mergulha no caos a cada dia de chuva, sem excepção.
Eu e ela temos as nossas embirrações mútuas, uma espécie de relação de amor/ódio, talvez melhor traduzida pela palavra paixão. Quando a troquei pela trés chic Paris, fez-me pirraças durante seis meses seguidos, mostrando-se sempre muito mais luminosa e acenando-me, ao longe, com dias longos e noites quentes.
Às vezes tenho vontade de lhe dizer que está tudo acabado entre nós, que estou farta deste buliço e de snifar tubo de escape. Mas não sou capaz, juro. E isso irrita-me. Lisboa já me invadiu a alma e, quando isso acontece, é irreversível.

publicado por T. às 10:29

Haverá sempre Paris
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