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Jan 09

Na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné, um homem encosta-se próximo da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, mesmo a meio da hora de ponta matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes.
Ninguém sabia... Mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a módica quantia de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo The Washington Post pretendia lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour. E quando o luxo vem sem etiqueta...

publicado por T. às 16:49

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