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Set 10

Devine combien je t'aime en automne

Nós voltamos a desatar os laços que envolvem as caixas de cartão, com um cuidado excessivo, e tiramos a ida ao Loire, o comboio até à cidade, a ceia das horas altas, a chuva a cair sobre a chaise longue, a gramagem dos livros no chão de tábua corrida.
Regressam as arduras do regime, a ordenação tão invulgarmente incorporada, o zelo pela nomeação, os espaços marcados com colcheias.
Quis dizer-lhe, caríssimo, que prescindir do trabalho e dos dias seria coisa de pouca regra - essa, sim, a que tanto aprecia-, e que volvido o compasso o calendário seria já o dos habitués.
Quis, mas não concretizei. E agora, com forçada correcção, também não. Ainda assim, sabe que o Outono. E eu, que sei.

publicado por T. às 19:30

Haverá sempre Paris
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