20
Ago 10

Vamos lá ver se a gente se entende.
Eu tenho uma casa. Essa casa tem um quarto. Esse quarto tem uma janela. Essa janela dá para uma rua. Nessa rua, em frente à dita janela (de vidro duplo - informação relevante), a 10 passos bem contados (calço o 38, já agora), há uma cabine telefónica.
Ora, nas últimas 3 noites (3 é a conta que Deus fez e o Diabo desfez - invertamos a ordem, neste caso específico, i.e., haja fé), por volta das 6 da madrugada (definição horária pessoal), tem o meu sono sido violentamente perturbado por um senhor que teima em fazer telefonemas para onde Judas perdeu as botas (esta expressão nunca teve um sentido tão literal), emitindo sons (suponho que sejam palavras) numa língua daquelas com  que se planeiam atentados terroristas. Os telefonemas têm uma duração que mais parece eterna (isso é duração? e o que quer "eterna" dizer neste contexto? adiante...) e fazem com que eu diga coisas muito pouco católicas (não que este senhor alguma vez se importe com isso, digo eu): «quando bateres as botinhas não hás-de ter virgens à tua espera, sacana».
Quando sonho, ou seja, antes das 6 horas, sonho com uma cabine telefónica. Juro. Como aquela que podem ver no recorte que ilustra este desesperado desabafo.

publicado por T. às 20:22

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