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Mar 09

Ela gostava sobretudo de sofrer. Sofrer significava que tinha sido feliz. Sofrer tinha um gosto de lágrima, que toca na língua ainda doce e que logo amarga.
Ela gostava das noites terríveis e dos acordares apaziguantes.
Ela tinha passado a vida inteira declarando ao mundo o quanto podia ser má e vingativa mas, algures no meio do sofrer, sempre se contradizia, numa espécie de redenção.
Os dias queimavam-na de forma atroz. Eram cheios de esperança, esse sentimento que amava de madrugada e que a empurrava para o abismo às primeiras horas da noite.
Os começos eram a sua coisa. Precipitar-se e logo lançar-se numa fuga. E os círculos. Ela amava os círculos: a forma primordial que haveria de ser o rastilho de tudo.

 De volta. Bom dia, Lisboa.

publicado por T. às 10:03

comentário:
BOM DIA, ALEGRIAAAAAAAAAAAAAAA!
(a esta hora é mais "Boa tarde").

Já fizeste a nossa reserva? Senão não há jantarinho para ninguém!!! :P

Jinhus gandes **
may a 2 de Março de 2009 às 16:37

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