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Jan 09

Chapéus há muitos. Livros também. Edita-se demais, dizem uns. Em quantidade, claro está. A dimensão do país e, especialmente, o número de leitores (ocasionais, espécie estranha, ou de letra maiúscula) não justificam a quantidade de títulos que se edita por mês em Portugal.
A chave é, dirão, o critério. Hum. Sim, de certo modo. Mas, seja qual for o critério, o editor tem de vender. Gosto muito de ouvir dizer coisas deste género: "Nós não editamos para vender, não é essa a nossa preocupação, o nosso foco está na qualidade dos livros e na escolha criteriosa de autores e títulos para o nosso catálogo.". Pois. Está bem. Acredito na segunda parte, não creio um milímetro na primeira. Ou melhor, acredito. Quando não se tem de trabalhar para viver. Quando alguém se pode dar ao luxo de não pensar em dinheiro e de nunca deitar contas á vida. Exceptuando esses raros casos (que invejo, que invejo), não acredito. Considero mesmo de uma hipocrisia e de um snobismo insuportáveis.
Quem edita o best-seller X, criticado por muitos porque não é o Nobel Y, pode e deve também editar o autor A ou B porque, apesar de saber à priori que não vai vender como o X, acrescenta valor ao seu catálogo, ou simplesmente porque gosta. Não há nada de mal nisso. É uma questão de equilíbrio.

publicado por T. às 15:56

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