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Mar 11

A porteira. O vizinho do lado. O pequeno canídeo a ladrar desalmadamente. A D. Maria do andar de cima a esbracejar. No hall de entrada reluzente, do meio das plantas National Geographic sai a recenseadora-reflectora-David-Attenborough. Importa-se? Fala comigo. Falam todos comigo. Eu estou ao telefone. Por acaso importo-me. Apre. Que todos já preencheram. Que falto eu. Todos unidos jamais seremos batidos, parece clamar a D. Luzia do rés-do-chão. Você está a arruinar a estatística 100% deste prédio de bem, é o que o Engenheiro tinha ganas de gritar. O interrogatório antes do interrogatório. Eu grito por socorro (como no dia em que ia num autocarro matinal cheio de criancinhas, giroflé giroflá). Ninguém. Ninguém acode esta pobre alma. Guerra civil no piso térreo. Pondero o exílio.

publicado por T. às 14:51

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